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Características dos alimentos hidropônicos, orgânicos, transgênicos e convencionais

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CONVENCIONAL

O que é: são aqueles plantados no quintal de casa, em um sitio ou fazenda – desde que para o consumo próprio -, ou mesmo aqueles cultivados por grandes produtores, mas sem levar em consideração os princípios orgânicos. Sendo assim, esses alimentos são plantados na terra e muitas vezes com o uso de adubos e agrotóxicos para fazer o produto se desenvolver. O modo de cultivo caseiro e simples: compra-se a semente em uma loja especializada e as planta no solo. O semeador rega as mudas com frequência e, em muitos casos, acrescenta adubos naturais, como esterco, cascas de ovos e de laranjas.

Vantagens: dentro da própria propriedade, o consumidor sabe exatamente como aquele vegetal foi cultivado. Sendo assim, ele pode evitar a adição de sais minerais na água usada para regar a planta, caso isso não o agrade e, ao mesmo tempo, ter certeza se a semente e ou não transgênica.

Desvantagens: o problema no cultivo de alimentos dessa forma são os riscos de contaminação. Muitas vezes, o cultivador não se detém aos cuidados sanitários básicos e, com isso, acaba contaminando o vegetal – seja pelo uso de água já contaminada, pela falta de higiene ou pela adubação inadequada. A questão e: ao utilizar esterco como adubo, a pessoa pode inserir uma serie de vermes, bactérias e fungos no alimento.

Variedades à disposição: quase tudo pode ser plantado de forma normal, em pequenas ou grandes propriedades. Sendo assim, encontram-se alfaces, legumes, frutas e ervas, por exemplo.

 

HIDROPÔNICOS

 O que é: são alimentos cultivados em estufas, longe de qualquer contato com a terra, portanto, não são “plantados”. As raízes ficam imersas em uma substância nutricional. Os hidropônicos são cultivados em pequenos locais fechados, com água e outros sais minerais e nutrientes. Utiliza-se uma quantidade elevada de fertilizantes à base de nitrato para fazer as plantas se desenvolverem.

Vantagens: do ponto de vista estético, é fácil notar que as folhas são mais limpas, pois não há nenhum resíduo de terra. Os alimentos hidropônicos também apresentam coloração mais verde e costumam ser maiores que os orgânicos – por conta dos nutrientes utilizados no cultivo. Além disso, o fato dos vegetais não terem conta to com o solo ajuda a evitar eventuais riscos de contaminação por bactérias e vermes, sem contar que o ciclo de produção é menor.

Desvantagens: por conta dos custos de produção elevados, os hidropônicos são mais caros.

Variedades à disposição: é possível encontrar uma série de vegetais e legumes hidropônicos à venda no mercado, como alface, couve, brócolis, repolho, berinjela e pimentão, por exemplo.

 

ORGÂNICO

O que é: são alimentos cultivados sem o uso de nenhum tipo de agrotóxico ou outros tipos de hormônios químicos. O produtor, nesses casos, não utiliza nenhum adubo químico no plantio desses alimentos.

Vantagens: por serem livres de agrotóxicos, não há risco de o consumidor ser infectado por alguma substância tóxica. Esse tipo de produto atende principalmente a demanda de pessoas que não admitem o consumo de alimentos cultivados com base em químicos: muitos defendem que adubos inatuais podem contaminar não apenas o alimento, mas também o solo.

Desvantagens: como não há presença de nenhum nutriente não-natural no cultivo, eles apresentam folhas geralmente menores do que os hidropônicos, além de terem vestígios de terra – o que pode incomodar alguns consumidores. Além disso, o fato de serem plantados no solo também pode causar alguns riscos de contaminação por vermes ou bactérias, caso o cultivo não seja feito com o devido cuidado necessário.

Variedades à disposição: praticamente todo tipo de alimento de origem vegetal pode ser plantado de acordo com princípios orgânicos. Nos supermercados, é comum encontrar embalagens com soja orgânica, cacau, gengibre, guaraná, alface, couve e tomate, por exemplo.

 

TRANSGÊNICO

O que é: alvo de inúmeras discussões entre ambientalistas e produtores, os alimentos transgênicos são aqueles obtidos a partir de sementes geneticamente modificadas em laboratório, seja para fazer a planta crescer mais e de forma acelerada, ou para dar mais resistência ao ataque de pragas, por exemplo. Esses genes modificados são, na realidade, “importados” de outras espécies. É uma forma de ultrapassar algum obstáculo da produção, então, vale-se da engenharia genética para criar uma semente mais resistente. Esse gênero de alimento começou a ser vendido em 1995, nos Estados Unidos.

Vantagens: ao incluir genes não-originais da espécie em uma semente, os cientistas podem adicionar certos nutrientes que beneficiam a saúde do consumidor. Um alimento transgênico, por exemplo, pode contar com um nível maior de proteínas do que naturalmente teria. O mesmo vale para cálcio, ferro e qualquer outro nutriente. Essas transformações podem ser consideradas como uma “evolução do conhecimento científico”.

Desvantagens: embora ainda seja uma questão discutida por especialistas em todo o mundo, alguns agrônomos e biólogos afirmam que esses alimentos geneticamente modificados podem levar riscos à saúde dos consumidores e ao próprio meio ambiente. O problema seria justamente a alteração dos genes da planta.

Variedades: Basicamente, é mais comum encontrar à venda milho, feijão e soja transgênicos.

 

 

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Autor

André Vidal

André Vidal é fisioterapeuta, formado pela Universidade Gama Filho. É especializado em Osteopatia pela Escuela de Osteopatia de Madrid e em outras técnicas.

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