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Seu joelho merece mais atenção!

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Problemas à vista

As reclamações mais frequentes nos consultórios de Ortopedia tendem a começar assim: “Estou com uma dorzinha no joelho, doutor”. Os diagnósticos que explicam o incômodo indicam inflamações, torções, deslocamentos e até rompimentos em uma das estruturas da região. Entenda algumas das complicações mais comuns:

INFLAMAÇÕES: São uma resposta natural que o corpo dá a qualquer tipo de agente agressivo, seja ele um organismo estranho ou o ataque representado pelo esforço repetitivo ou intenso, que exige demais da articulação. “Na maioria das vezes, elas aparecem quando se faz um esforço grande sem, antes, dedicar-se ao preparo necessário”. A inflamação pode atingir apenas um tendão – quando é chamada de tendinite – ou pode se disseminar por toda a articulação, e então passa a ser chamada de artrite. Os sintomas mais frequentes são inchaços, dor e o aumento da temperatura local.

TORÇÕES E DESLOCAMENTOS: basta um trauma – uma bola que bate com força no joelho durante uma prática esportiva, por exemplo – para que algumas estruturas sejam lesionadas. Ligamentos, tendões e a cartilagem dos meniscos são normalmente as mais afetadas. O impacto é sentido imediatamente: a dor e o inchaço são os sintomas mais comuns. Dependendo da intensidade do trauma, pode haver, ainda, a ruptura dessas estruturas.

ESTIRAMENTO OU DISTENSÃO: também provocado por um trauma, começa quando ligamentos, tendões ou músculos esticam acima da sua capacidade normal, provocando um desequilíbrio na articulação e tendo como consequência uma dor local de moderada a muito intensa. Da mesma forma, dependendo do tipo de trauma, pode haver, ainda, a ruptura dessas estruturas.

RUPTURAS: além da dor, um sinal bastante comum da lesão é a sensação de que o joelho “sai do lugar” quando em movimento, ou seja, que há um deslocamento estranho na estrutura interna. E não por acaso. Quando um ligamento, tendão ou uma das cartilagens se rompe, toda a articulação perde a estabilidade.

DESGASTES: um dos problemas mais sérios, quando se fala em joelhos, é o da perda da cartilagem que recobre toda a estrutura. “Como é uma região que não tem circulação sanguínea própria, uma vez degenerada, não há como reconstruí-la. Todos os tratamentos utilizados são no sentido de aliviar os sintomas e impedir que o processo avance”. Como a cartilagem é a estrutura que reveste as extremidades do fêmur e da tíbia, ela ajuda a reduzir o atrito durante os movimentos. Com seu desgaste progressivo e natural, a estrutura pode apresentar pequenas fissuras. Os sintomas são dores locais e não raro é possível perceber certo rangido dos ossos nos movimentos de locomoção. Em nível avançado, o problema é chamado de artrose.

Bons hábitos que você precisa ter

Um joelho saudável faz toda a diferença na hora de se divertir de forma ativa, seja em uma caminhada, durante uma dança ou na prática de um esporte radical. Por isso, é fundamental cuidar muito bem do seu. Aí vão algumas orientações importantes dos especialistas ouvidos nesta matéria.

1 – Fazer exercícios regularmente. Foi-se o tempo em que uma pessoa com qualquer tipo de lesão era impedida de frequentar academias e outros espaços destinados à prática de esportes. Hoje, sabe-se que a atividade física é fundamental para a prevenção de inúmeras doenças e mesmo para a reabilitação de lesões, inclusive do joelho. “Qualquer articulação, sem movimento, acaba ficando rígida. Como consequência, a locomoção fica prejudicada”. O segredo é contar com a orientação de um especialista na hora de montar o treino. Atividades de alto impacto, como a corrida, podem ser contraindicadas às pessoas que já sofreram traumas mais sérios nas articulações. Os esportes na água, por outro lado, são uma excelente pedida nesses casos. O fortalecimento muscular – proporcionado por atividades como a musculação e a ginástica localizada – e as atividades de alongamento também colaboram para prevenir lesões.

2 – Respeitar seus limites. Se estiver sem condicionamento, comece com um treino leve e aumente gradualmente a intensidade e o tempo de duração. “É cada vez mais comum atendermos em consultório pessoas que começam a fazer uma atividade sem estarem devidamente preparadas. Isso provoca uma sobrecarga nas articulações”. Durante exercício, pare ao sentir qualquer incômodo ou mal-estar. “A dor é sempre um alerta, indica que algo está errado e que é hora de procurar um médico. O pior que se pode fazer é ignorá-la”.

3 – Acertar na escolha do calçado para o dia-a-dia. “Os melhores são os que possuem solado macio, capaz de absorver parte do impacto, e um salto pequeno. Os calçados muito baixos ou, ao contrário, com saltos altos, podem comprometer a estabilidade da articulação”. Para a prática de atividades físicas, é necessário contar com um calçado especial, capaz de atender às exigências específicas de cada esporte.

4 – Manter o peso ideal. A sobrecarga ocasionada pelos quilinhos a mais castiga as articulações, especialmente o joelho. “A artrose, por exemplo, é três vezes mais comum em obesos”.

 

 

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Autor

André Vidal

André Vidal é fisioterapeuta, formado pela Universidade Gama Filho. É especializado em Osteopatia pela Escuela de Osteopatia de Madrid e em outras técnicas.

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