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Sua casa mais segura

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SALA

Os fios e a tomada: A fiação dos aparelhos eletrônicos nunca deve estar exposta e as tomadas precisam ser protegidas com tampas apropriadas ou fita isolante. Assim, afasta-se o risco de choque elétrico.

Os móveis: Prefira móveis com pontas arredondadas ou use protetores naqueles em que os cantos são mais pontiagudos, oferecendo riscos de batidas e cortes aos pequenos. Mas tenha uma postura bastante crítica também ao selecionar estes e outros protetores. Peças pequenas e que se soltam facilmente podem ser levadas pela criança à boca, aumentando o risco de engasgamento e asfixia.

A decoração: Enfeites de vidro, cerâmica e outros materiais que se quebram facilmente devem ser retirados do alcance da criança. Objetos pequenos, como brincos e anéis, esquecidos sobre mesas e cômodas, são um perigo e tanto, pois conseguem passar pela garganta de uma criança pequena e, portanto, oferecem risco de asfixia.

As plantas: Algumas plantas, quando manipuladas ou colocadas na boca, podem causar graves intoxicações em crianças, principalmente menores de cinco anos. Bico-de-papagaio, copo de leite e comigo-ninguém-pode são exemplos de vegetais que oferecem risco.

A televisão: Como a TV normalmente é um atrativo para os pequenos, que costumam manipular seus botões rotineiramente, é importante que ela esteja apoiada em um móvel bem firme, diminuindo os riscos de que o aparelho caia sobre a criança durante um movimento mais brusco.

 

QUARTO DA CRIANÇA

O berço: Para crianças de até um ano, é preciso um cuidado especial para evitar sufocamento o bebê deve dormir em colchão firme, coberto somente até a altura do peito. Os lençóis precisam estar bem presos embaixo do colchão. O colchão também não pode estar a mais de dois dedos de distância do berço e jamais deve ser mantido em embalagem plástica. Para evitar risco de asfixia, o ideal é retirar travesseiros, protetores, brinquedos e outros objetos do berço assim que a criança pegar no sono. As grades do berço não devem ter mais que 6 cm de distância entre elas.

A janela: Evite cortinas e persianas com cordas compridas, que possam ser alcançadas pelas crianças, oferecendo risco de estrangulamento. Janelas e sacadas precisam estar protegidas por telas e redes. Além de instalar o equipamento, é importante ficar atento à qualidade do material, bem como à sua data de validade.

Os móveis: Não os coloque próximos a janelas, facilitando o acesso das crianças.

As paredes: Procure usar tintas atóxicas. Na fase em que costumam levar tudo à boca, crianças menores de três anos podem se sentir motivadas a lamber paredes e móveis. Alguns pigmentos podem conter substâncias como o chumbo e o monóxido de carbono. Vale ficar atento.

As gavetas: Remédios e produtos de higiene da própria criança precisam ficar fora do alcance dos pequenos. Ou em gavetas e armários protegidos por lacres de segurança.

 

BANHEIRO

A banheira: As queimaduras em banheiras estão entre as principais causas de acidentes com crianças. Por isso, é fundamental testar a temperatura da água com o dorso da mão, movimentando a água de um lado para o outro. Nunca deixe a criança sozinha na banheira e esvazie-a imediatamente após o uso. Cerca de 10 segundos são suficientes para que a criança fique submersa.

Os produtos de higiene: Não são apenas os produtos de limpeza que podem ser tóxicos para as crianças. Enxaguantes bucais e outros itens de higiene pessoal também precisam ficar em locais mais altos ou em armários protegidos por lacres de segurança.

A porta e o vaso: Quando não estiver em uso, a porta do banheiro deve permanecer fechada. A tampa do vaso sanitário também.  Nas crianças, as partes mais pesadas do corpo são a cabeça e os membros superiores, assim, elas perdem facilmente o equilíbrio ao se inclinarem para a frente e isso aumenta muito o risco de afogamento.

O piso: Se o piso for muito liso, proteja-o com tapetes antiderrapantes. Cuidado com toalhas e tapetes que deslizam sobre o solo e que podem provocar a queda dos menores.

 

COZINHA

A porta: São tantos os perigos em potencial oferecidos pelo cômodo em que preparamos as refeições que a sugestão dos especialistas é que o acesso das crianças seja restrito. Para isso, basta instalar um portãozinho na entrada.

O fogão: Cozinhe sempre nas bocas de trás do fogão e com os cabos das panelas virados para trás, evitando, assim, que as crianças os alcancem.

As toalhas: Tome cuidado com toalhas compridas. A criança pode se sentir tentada a puxá-las, entornando substâncias em alta temperatura sobre si mesmas.

A limpeza: Produtos de limpeza, isqueiros e fósforos devem ser mantidos bem longe do alcance das crianças.

A gaveta: Gavetas de talheres e com outros objetos perfuro-cortantes precisam estar protegidas por um lacre de segurança.

O piso: Se o piso for muito liso, use tapetes antiderrapantes. E tome cuidado com os tapetes altos. Como as crianças menores não levantam muito os pezinhos quando começam a andar; qualquer desnível pode provocar um tropeço e a queda.

 

ÁREA DE SERVIÇO

A água: Baldes e bacias com água devem ficar longe das crianças. O melhor é esvaziá-los logo após o uso e guardá-los sempre de cabeça para baixo.

Os produtos de limpeza: Mantenha-os em suas embalagens originais e longe das crianças. Um produto tóxico em garrafa de refrigerante, por exemplo, será muito mais tentador para uma criança. Num simples descuido dos pais, a ingestão poderá causar sérios riscos aos menores. Substitua qualquer versão de álcool por outros produtos de limpeza doméstica, pois produto é altamente inflamável e responsável por um grande número de queimaduras graves em crianças.

A máquina de lavar: O ideal é que tenha trava de segurança. Isso faz com que ela pare de funcionar ao ser aberta durante a utilização.

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Autor

André Vidal

André Vidal é fisioterapeuta, formado pela Universidade Gama Filho. É especializado em Osteopatia pela Escuela de Osteopatia de Madrid e em outras técnicas.

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